AVALIAÇÃO DE ESTÁGIOS SUCESSIONAIS DE FLORESTAS ESTACIONAIS SEMIDECIDUAIS COM USO DE DADOS HIPERESPECTRAIS E LIDAR OBTIDOS A PARTIR DE AERONAVE REMOTAMENTE PILOTADA

Nome: TOBIAS BARUC MOREIRA PINON

Data de publicação: 03/06/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ADRIANO RIBEIRO DE MENDONCA Presidente
CATHERINE TORRES DE ALMEIDA Examinador Externo
GILSON FERNANDES DA SILVA Examinador Interno
MILTON MARQUES FERNANDES Examinador Externo
RORAI PEREIRA MARTINS NETO Examinador Externo

Resumo: A Mata Atlântica do Espírito Santo tem sido intensamente degradada, o que reforça a necessidade de métodos ágeis e precisos para sua fiscalização e conservação. A Resolução Conama nº 29/1994 estabelece critérios para a classificação da vegetação secundária em estágios sucessionais, determinando a possibilidade de exploração florestal. No entanto, essa classificação realizada em campo depende fortemente da experiência da equipe técnica, devido à formação, critérios subjetivos e ausência de instrumentos adequados, o que pode comprometer a confiabilidade dos resultados. Diante disso, este estudo tem como objetivo classificar estágios sucessionais da vegetação com o uso de dados obtidos por sensores hiperespectrais e LiDAR embarcados em Aeronave Remotamente Pilotada (ARP). A pesquisa foi conduzida em áreas de pastagem em regeneração e fragmentos florestais no sul do Espírito Santo, onde foram coletadas variáveis dendrométricas como diâmetro a 1,3m do solo (D) e altura total (H) das árvores em parcelas de 30 x 30 m. Essas variáveis foram relacionadas a métricas hiperespectrais (com e sem sombra) e LiDAR para estimar parâmetros dendrométricos, como diâmetro médio ("D" ), altura total média ("H" ) e área basal (G), por meio de modelos de regressão. A acurácia dos modelos foi avaliada com base na raiz do quadrado médio do erro (RMSE), no coeficiente de determinação ajustado (R² ajustado) e em histogramas de erro percentual. A classificação dos estágios foi realizada por método baseado em regras, considerando dois cenários: um com três estágios (inicial, médio e avançado) e outro com a inclusão da classe de pastagem em regeneração. Também foi conduzida uma classificação não supervisionada por agrupamento hierárquico, com base nas estimativas das variáveis dendrométricas e métricas espectrais e estruturais, resultando em cinco grupos: três estágios sucessionais e duas categorias de pastagem (pasto sujo ralo e denso). Complementarmente, aplicou-se uma análise de componentes principais (PCA).O "D" e a "H" foram estimados com maior acurácia com dados combinados (R² ajustado = 88% e 90%, respectivamente), enquanto a G apresentou melhor desempenho com dados LiDAR (R² ajustado = 92%). A exclusão de pixels sombreados resultou em leve ganho na performance dos modelos, com impacto limitado na qualidade preditiva. A classificação baseada em regras com três categorias atingiu acurácia global de 88% (Kappa = 0,81), reduzindo para 68% (Kappa = 0,59) com a inclusão da classe “Pasto Sujo”. A classificação não supervisionada com estimativas das variáveis para cinco classes (pasto sujo ralo, denso e estágios) apresentou acurácia de 64% (Kappa = 0,55). Por outro lado, a classificação baseada exclusivamente em métricas hiperespectrais demonstrou alta concordância com os estágios definidos em campo (92%), enquanto as métricas LiDAR apresentaram menor correspondência. A análise multivariada evidenciou que métricas espectrais e estruturais representam bem o gradiente sucessional. A integração de dados mostrou-se eficiente para o mapeamento automatizado de áreas extensas e de difícil acesso, podendo complementar os inventários florestais e reduzir a subjetividade na aplicação dos critérios legais.

Acesso ao documento

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910