VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA DO MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL EM UMA ÁREA SOB CONCESSÃO NA AMAZÔNIA ORIENTAL

Nome: Nivea Maria Mafra Rodrigues
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 23/02/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Gilson Fernandes da Silva Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Adriano Ribeiro de Mendonça Examinador Interno
Ana Paula Donicht Fernandes Examinador Externo
Gilson Fernandes da Silva Orientador

Resumo: As Florestas Nacionais (Flonas) são unidades de conservação (UC) consideradas de uso sustentável, logo, é permitido o uso múltiplo dos recursos florestais por meio de concessões florestais. As técnicas do manejo florestal sustentável são empregadas nas concessões, sendo fundamental um bom planejamento da exploração. Para um bom planejamento das atividades, é necessário realizar estudos envolvendo a análise técnica e econômica da exploração florestal. O estudo foi dividido em dois capítulos, sendo o primeiro com o objetivo de avaliar as atividades de exploração florestal, por meio do estudo de tempos, em uma Unidade de Manejo Florestal (UMF). O segundo
capítulo tem como objetivo avaliar a viabilidade econômica da concessão florestal em uma UMF. O estudo dos dois capítulos foi realizado na Flona de Saracá-Taquera, localizada nos municípios de Faro, Oriximiná e Terra Santa, UMF-II e UMF-1A, Unidade de Produção Anual 3 e 6 (UPA-3 e UPA-6). As informações de custos e receitas foram obtidas por meio de entrevistas realizadas com a equipe técnica responsável, arquivos de controle de compra e produção, e informações coletadas em campo. No capítulo um, os ciclos de corte e arraste de toras foram monitorados e cronometrados, e posteriormente, foi estimado o tempo padrão, tempo normal e pausas para cada etapa do ciclo e para o ciclo operacional. Além disso, foi estimada
a eficiência e a produtividade operacional, bem como foi realizada uma análise de regressão da produtividade em função da distância do arraste. O ajuste do modelo foi avaliado com base no coeficiente de determinação (R²) e o erro padrão relativo (Syx %). Com base nos resultados, foi observado que o erro amostral obtido para o ciclo de corte foi de 14,03% e 5,03% para o ciclo de arraste. Os coeficientes de variação foram altos para ambos os ciclos, indicando tempos irregulares. A eficiência operacional dos ciclos de corte e arraste foram de 96,87% e 96,55%, respectivamente. A distância de arraste teve influência significativa (p<0,05) na produtividade média, explicando 70% da variação na produtividade. No capítulo dois, foi elaborado um fluxo
de caixa incluindo todas as atividades de exploração florestal realizadas na UMF-II e as receitas da produção considerando um ciclo de corte de 30 anos. Os métodos utilizados como indicadores econômicos foram o Valor Presente Líquido (VPL), a Taxa Interna de Retorno (TIR) e a Razão Receita/Custo (R/C). Os custos mais representativos foram com transporte e arraste de toras, correspondendo a 39,81% do custo total. Foram obtidos VPL positivos para o cenário base e para o cenário de redução em 10% no preço da madeira paga ao Serviço Florestal Brasileiro. Considerando as mudanças no valor da madeira no mercado, o cenário base e com adicional de 10% foram viáveis economicamente, no entanto, o cenário de redução de 10% no valor apresentou VPLs negativos.

Palavras-chave: Estudo de tempos; Custo do manejo florestal; Exploração; Análise econômica.

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