CARBONO, SERAPILHEIRA E FERTILIDADE DO SOLO EM MONOCULTIVO E SISTEMA SILVIPASTORIL
Nome: MARINO SALGARELLO COELHO
Data de publicação: 26/06/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ADRIANO RIBEIRO DE MENDONCA | Examinador Interno |
| CARLOS HENRIQUE RODRIGUES DE OLIVEIRA | Examinador Externo |
| ELZIMAR DE OLIVEIRA GONCALVES | Examinador Externo |
| MARCOS VINICIUS WINCKLER CALDEIRA | Presidente |
| MAURICIO LIMA DAN | Examinador Externo |
Resumo: Os sistemas silvipastoris são uma alternativa para recuperação de pastagens degradadas. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi avaliar o aporte e a decomposição da serapilheira, o aumento nos teores de nutrientes e no estoque de C e N no solo em diferentes modelos monocultivo e sistemas silvipastoris no sul do Espírito Santo. Sistemas de cultivo foram implantados no município de Jerônimo Monteiro, ES, Brasil: pastagem em monocultivo, eucalipto em monocultivo, pastagem e eucalipto em sistema silvipastoril, pastagem, eucalipto e leucena em sistema silvipastoril e pastagem e araribá em sistema silvipastoril. Foram analisados a fertilidade do solo, o estoque de C e N no solo e a participação das árvores na formação do C no solo, a fixação biológica de N, o aporte com uso de coletores e “litterbags” para avaliação da decomposição de folhas das espécies florestais, no período de um ano. O tratamento pastagem em monocultivo e pastagem e araribá em sistema silvipastoril foram os que apresentaram maiores teores de nutrientes no solo, atribuído à baixa absorção e composição da biomassa acima do solo em relação aos sistemas eucalipto em monocultivo, pastagem e eucalipto em sistema silvipastoril e pastagem, eucalipto e leucena em sistema silvipastoril. Os teores de carbono orgânico total e nitrogênio total tenderam a aumentar ao longo dos 36 meses de análise enquanto fósforo, potássio e enxofre apresentaram diminuição no teor no solo. O estoque de carbono e nitrogênio no solo não apresentaram incrementos consideráveis aos 36 meses. Apenas o tratamento pastagem em monocultivo apresentou estoque de N maior considerando a profundidade até 40 cm. Apesar de não serem encontradas diferenças no estoque de C e N nos sistemas estudados, a troca no solo na superfície (até 5 cm) da fonte C de gramínea para fonte de C das árvores nos tratamentos eucalipto em monocultivo e pastagem e eucalipto em sistema silvipastoril. Para o estoque de nitrogênio a fixação biológica das leguminosas não promoveram aumento desse nutriente no solo. Não houve diferença no aporte de massa seca anual em folhas, miscelânea e total. Cada sistema silvipastoril apresentou uma dinâmica de aporte diferente ao longo do tempo relacionado às condições climáticas da região e o manejo. O tratamento pastagem e araribá em sistema silvipastoril correlacionou a senescência aos períodos úmidos, o tratamento eucalipto em monocultivo correlacionou com a temperatura enquanto que os tratamentos pastagem e eucalipto em sistema silvipastoril e pastagem, eucalipto e leucena em sistema silvipastoril correlacionaram negativamente com os ventos. O conteúdo total de nutrientes aportados apresentou um padrão em ordem decrescente de quantidade Ca>K>Mg>P>S para folhas e K>Ca>Mg>P>S para miscelânea e total. A decomposição da espécie araribá foi maior que da espécie eucalipto e a velocidade de mineralização dos nutrientes apresentou ordem decrescente K>Mg>P>S>Ca para a espécie eucalipto e K> P>Mg>Ca>S para a espécie araribá. Os sistemas com eucalipto tenderam aportar maior massa seca, o que garantiu maior aporte de nutrientes em relação ao sistema com araribá. A dinâmica da decomposição mostrou que as folhas da espécie araribá possuem maior velocidade de decomposição e disponibilização de nutrientes. O uso de Sistema silvipastoril auxilia na ciclagem de nutrientes e na melhoria da sustentabilidade na atividade agrícola e na qualidade ambiental das propriedades.
