USO DE IMAGENS TERMAIS NO MONITORAMENTO DE CONDUTÂNCIA ESTOMÁTICA, POTENCIAL HÍDRICO FOLIAR E DISPONIBILIDADE DE ÁGUA NO SOLO EM MUDAS DE EUCALIPTO

Nome: LORENA LACERDA DE OLIVEIRA

Data de publicação: 26/02/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
JOÃO VITOR TOLEDO Examinador Externo
JOSE EDUARDO MACEDO PEZZOPANE Presidente
PAULO ARAQUÉM RAMOS CAIRO Examinador Externo

Resumo: O eucalipto, amplamente cultivado no Brasil e no mundo para suprir a demanda da indústria de papel e celulose, vem sendo plantado em regiões com variadas condições de solo e clima. Em locais com pouca e irregular chuva, a escassez hídrica pode causar o fechamento dos estômatos, prejudicando a transpiração, as trocas gasosas, a fotossíntese e, consequentemente, o desenvolvimento das plantas. O emprego de tecnologias inovadoras, como as imagens termográficas, tem se mostrado uma ferramenta promissora para monitorar o estresse hídrico em plantas. Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial de uso de imagens termográficas de folhas de eucalipto na determinação da condutância estomática, do potencial hídrico foliar e do nível de água no solo, em diferentes condições de demanda atmosférica e disponibilidade de água no solo. O experimento foi realizado em área aberta, no Laboratório de Meteorologia e Ecofisiologia Florestal, pertencente a Universidade Federal do Espírito, em Jerônimo Monteiro, Espírito Santo, Brasil. Foram realizadas três campanhas nos meses de abril, maio e agosto de 2024, com o objetivo de coletar dados sob diferentes condições atmosféricas, especialmente radiação solar, temperatura e déficit de pressão de vapor atmosférico. Mudas do híbrido Eucalyptus urophylla × Eucalyptus grandis I144 foram plantadas em vasos de 12 litros e cresceram por aproximadamente 30 dias, com irrigação mantida inicialmente próxima 90% da capacidade máxima de retenção de água (MCRA). Em cada campanha, quando as plantas atingiram aproximadamente 0,5 m² de área foliar, a irrigação foi suspensa para um grupo de plantas, sendo implementados os seguintes níveis de suprimento de água: irrigação plena, restrição hídrica moderada e restrição hídrica severa. Esses níveis foram estabelecidos mantendo-se o substrato a 90%, 60%, e 30% da MCRA. Foram adotadas cinco repetições, totalizando 15 plantas por campanha. No último dia de cada campanha, mediram-se o consumo de água, trocas gasosas, condutância estomática, potencial hídrico foliar e temperatura da folha para caracterizar a fisiologia das plantas ao final de cada campanha. Adicionalmente, ao longo das campanhas, foram realizadas medições diárias do nível de água no solo, condutância estomática e temperatura foliar às 10h, e potencial hídrico foliar antemanhã, para modelar as variáveis fisiológicas e o nível de água no solo em função da temperatura da folha e da diferença entre temperaturas do ar e da folha (T). Os dados foram submetidos a análise de variância e ao verificar diferenças significativas, pelo teste F a 5% as médias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5%. Para a modelagem, foram ajustados modelos polinomiais de segunda ordem para descrever a relação entre as variáveis, e usados dois algoritmos de regressão: Random Forest Regressor (RFR) e K-Nearest Neighbors Regressor (KNN). A precisão dos modelos foi determinada a partir do coeficiente de determinação (R2), do Erro Padrão de Estimativa (SEE) e Raiz do Quadrado Médio do Erro (RMSE). Os resultados mostraram impacto significativo da restrição hídrica sobre a ecofisiologia do eucalipto ao final das campanhas, tendo o fechamento estomático como o principal mecanismo de controle. Ademais, as imagens termográficas mostraram-se úteis na determinação do potencial hídrico foliar, do teor de umidade do solo e principalmente da condutância estomática, evidenciando sua aplicabilidade na mensuração das condições hídricas das plantas.

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