Formulações e doses de adubos de liberação controlada na propagação seminal de Khaya

Resumo: Os principais plantios comerciais de espécies florestais não têm acompanhado a demanda por madeira nobre, que vem crescendo expressivamente nos últimos anos. Espécies exóticas de elevado valor comercial, tais como mogno-africano (Khaya), apresentam-se como alternativas promissoras para a composição de plantios comerciais. Sua madeira apresenta ótimas propriedades tecnológicas (resistência mecânica e estabilidade dimensional); aspecto estético, como cor, figuras e textura; boa trabalhabilidade e acabamento e, pelo comportamento durante a secagem e a adesão. Para incentivar a produção florestal das espécies de mogno-africano, é fundamental estudar e desenvolver tecnologias para melhorias do cultivo, como a produção de mudas. Sabe-se que o sucesso inicial de qualquer produção florestal, seja para fins conservacionistas ou comerciais, depende de uma série de fatores, sendo fundamental a qualidade das mudas produzidas por meio da utilização de técnicas silviculturais adequadas no cultivo. Considerando que até o presente momento não possui pesquisas publicadas dessa natureza com mogno-africano, considerando a importância dos resultados para os produtores de mogno-africano, estudo tem como objetivo geral avaliar o crescimento e a qualidade de mudas seminais de Khaya senegalensis, Khaya anthotheca, Khaya grandifioliola e Khaya ivorensis em resposta à aplicação de diferentes formulações e doses de adubos de liberação controlada (ALC) produzidas em tubetes de 280 cm3. Como objetivos específicos tem-se: a) avaliar as características morfológicas de crescimento de mudas seminais de mogno-africano produzidas em viveiro; b) avaliar as características nutricionais na parte aérea e no sistema radicular de mudas seminais de mogno-africano produzidas em viveiro; c) avaliar a produção de biomassa (aérea, radicular e total) das mudas seminais de mogno-africano produzidas em viveiro; d) identificar em cada formulação do adubo liberação lenta a dose recomendada para produzir mudas seminais de mogno-africano de alta qualidade. O experimento será realizado no Viveiro Florestal Universitário, localizado no Horto Florestal da Ufes, no município de Jerônimo Monteiro-ES. Será utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC) em casa de vegetação e serão utilizados ALC nas formulações NPK 16-08-12 (experimento 1, 2, 3 e 4); NPK 17-43-00 (experimento 5, 6, 7 e 8); NPK 18-05-09 (experimento 9, 10, 11 e 12) com tempo de liberação 6 meses, com oito doses: 0; 2; 4; 6; 8; 10, 12 e 14 g L-1. Cada experimento consistirá em uma formulação de ALC em doses crescentes e respectiva espécie de mogno-africano. O experimento possuí o intuito de fornecer informações sobre a melhor dose para a formação de mudas seminais de mogno-africano para cada ALC e para cada espécie estudada. Não será levado em conta nesse projeto a comparação entre espécies e entre os produtos FLC utilizados. Portanto, cada experimento proposto (12 experimentos) será desenhado com um Delineamento Inteiramente Casualizado, com 8 tratamentos (doses) e 4 repetições e cada repetição composta por 16 replicatas compostas por mudas acondicionadas em tubetes de 280 cm³. O experimento irá conter 16 mudas cada repetição, 64 mudas cada tratamento, 512 mudas cada experimento e 6.144 mudas ao todo do projeto. Serão utilizadas sementes de mogno-africano doadas pela Associação Brasileira de Produtores de mogno-africano (ABPMA). O substrato comercial utilizado será o da marca Pilar® composto por casca de pinus, cinzas, casca de arroz carbonizada, fosfato natural, NPK e calcário dolomítico. Aos 30 dias após a semeadura, mensalmente serão avaliados os seguintes parâmetros morfológicos: o índice de clorofila total (IC), altura da parte aérea (H; cm); diâmetro do coleto (DC; mm), e determinado o índice de robustez (IR). Aos 180 dias após a semeadura serão determinados os seguintes parâmetros: massa seca da parte aérea (MSPA); massa seca da raiz (MSR); massa seca total (MST) e relação entre a massa seca da parte aérea e a massa seca da raiz (MSPA/MSR). Para determinar a massa seca da parte aérea (MSPA) e a massa seca da raiz (MSR), 20 mudas serão escolhidas aleatoriamente por tratamento e separadas em parte aérea e sistema radicular e acondicionadas em saco de papel Kraft e secas em estufa com circulação forçada de ar a aproximadamente 65 ºC, até peso constante, e em seguida, pesadas em balança analítica de 0,001 g de precisão. Com base na MST, H, DC, MSPA e MSR, será calculado o Indice de Dickson. Para os resultados encontrados serão realizados testes de pressuposições estatísticas. Todos resultados serão submetidos previamente ao teste de normalidade (teste de Shapiro-Wilk) e da homogeneidade das variâncias (teste de Levene) para posteriormente serem aplicados os testes estatísticos de análise de variância e comparação de médias através de testes paramétricos. Os dados coletados, teores e estoques de macro e micronutrientes das folhas e raízes, clorofila (IC), MSPA, MSR, MST, IR= H/DC, RMSPAR e IQD serão submetidos a análises de variância (ANOVA) a 5 % de significância para cada formulação de ALC a ser testada as oito doses crescentes. Em caso de diferença significativa, se prosseguirá a comparação dos dados por testes de média Tukey a 5 % de significância. Os dados de H, DC e IR coletados mensalmente serão submetidos ao ajuste de modelos de regressão. Os modelos de regressão testados serão: Modelo Sigmoid, Modelo Logistic, Modelo Gompert, Modelo Hil e Modelo Chapma. As variáveis serão testadas por meio da análise de variância da regressão (ANOVA). Os avaliadores matemáticos que são utilizados como critérios de seleção para avaliar qual modelo de regressão apresenta melhor ajuste, dentre eles: coeficiente de determinação (R2), coeficiente de determinação ajustado (R²aj), quadrado médio do resíduo (QMR), desvio médio absoluto (DMA), desvio padrão assintótico (DPA), índice assintótico (IA), critério de informação de Akaike (AIC), e o critério de informação Bayesiano (BIC). A dose de maior eficiência será determinada pelo ponto máximo da derivada de cada modelo aplicado. As análises serão feitas utilizando o sofware R, versão 4.3.3.

Data de início: 20/05/2025
Prazo (meses): 36

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