TENDÊNCIAS NAS VAZÕES DE BACIAS HIDROGRÁFICAS DO CENTRO-SUL DO ESPÍRITO SANTO
Nome: JULIANA OLIVEIRA RODRIGUES
Data de publicação: 26/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| FRANCIELLE RODRIGUES DE OLIVEIRA | Examinador Externo |
| JÉFERSON LUIZ FERRARI | Examinador Externo |
| ROBERTO AVELINO CECILIO | Presidente |
Resumo: A análise da dinâmica temporal das vazões é fundamental para compreender alterações no regime hidrológico associadas à variabilidade climática e às transformações no uso e ocupação do solo. Neste estudo, foram avaliadas tendências em séries temporais de vazões mínimas médias de sete dias consecutivos anuais (Q7), médias anuais (Qméd) e máximas anuais (Qmáx) em dez bacias hidrográficas do Sul e Centro do Espírito Santo, no período de 1985 a 2023. Inicialmente, aplicaram-se os testes de Ljung-Box e Run para verificação de autocorrelação e aleatoriedade das séries. As tendências foram avaliadas por meio dos testes de Mann–Kendall (MK) e Mann–Kendall Modificado (MMK), com estimativa da magnitude pelo estimador de Sen, e a detecção de rupturas foi realizada pelo teste de Pettitt. A relação entre as vazões, variáveis meteorológicas (precipitação e evapotranspiração) e uso e ocupação do solo foi investigada por meio do coeficiente de correlação de Spearman, considerando defasagens temporais (lags) de 0, 1, 3 e 5 anos. Os resultados indicaram ausência de tendências estatisticamente significativas para Qméd em todas as bacias analisadas. As Q7 apresentaram tendências predominantemente decrescentes, enquanto as Qmáx tenderam aumentar. As rupturas detectadas concentraram-se principalmente no período de 2013 a 2015, coincidindo com eventos de estiagem severa no Sudeste brasileiro. As correlações evidenciaram maior sensibilidade das vazões mínimas e médias a precipitação e evapotranspiração, enquanto as vazões máximas apresentaram associações pontuais com variáveis de uso do solo. Os resultados sugerem que as alterações hidrológicas nas bacias estudadas se manifestam principalmente nos extremos de vazão, reforçando a importância da análise integrada de tendências, rupturas e correlações para a compreensão da evolução do regime hidrológico regional.
