FORMULAÇÕES E DOSES DE FERTILIZANTES DE LIBERAÇÃO CONTROLADA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE MOGNO-AFRICANO (Khaya anthotheca)

Nome: MARNELA DA CARIDADE MANUEL

Data de publicação: 25/02/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
CRISTIANE COELHO DE MOURA Examinador Interno
GABRIEL SOARES LOPES GOMES Examinador Externo
MARCOS VINICIUS WINCKLER CALDEIRA Presidente
MAURÍCIO NOVAES SOUZA Examinador Externo

Resumo: O plantio de mudas de qualidade constitui um dos principais requisitos para o sucesso de povoamentos florestais, sendo a fertilização um fator determinante na produção de mudas vigorosas e bem formadas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o crescimento e a qualidade de mudas de Khaya anthotheca (Welw.) C.DC. (mogno-africano) em resposta à aplicação de diferentes formulações e doses de fertilizantes de liberação controlada (FLC). Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), campus de Alegre, distrito de Rive. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado (DIC), considerando três formulações de FLC (16-08-12, 18-05-09 e 17-43-00), sendo cada formulação avaliada em experimento independente. Para cada formulação, foram testadas oito doses de FLC (0, 2, 4, 6, 8, 10, 12 e 14 g L¹), aplicadas em mudas produzidas em tubetes com volume de 280 cm³. Cada experimento contou com quatro repetições por tratamento, totalizando 32 unidades experimentais por formulação. Cada unidade experimental foi composta por 14 mudas, totalizando 56 mudas por tratamento e 448 mudas por experimento. A semeadura foi realizada diretamente nos tubetes, utilizando substrato comercial, com a deposição de duas sementes. As avaliações de altura das mudas (H) e diâmetro do coleto (DC) foram realizadas mensalmente a partir dos 30 dias após a semeadura até o final dos experimentos. As avaliações finais foram realizadas aos 150 dias após a semeadura para as formulações 16-08-12 e18-05-09, e aos 180 dias para a formulação 17-43-00, de acordo com a metodologia adotada para a definição da qualidade de mudas em que a altura deve se situar entre 20 e 35 cm e diâmetro de coleto entre 5 e 10 mm. Nessa etapa, foram mensuradas as seguintes variáveis: altura das mudas (H), diâmetro do coleto (DC), índice de robustez (H/DC), massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca do sistema radicular (MSR), massa seca total (MST), teor de clorofila a e b, comprimento da raiz, diâmetro médio da raiz e volume do sistema radicular. Com os dados das avaliações mensais de H e DC, foram ajustados modelos de crescimento. Os dados referentes a H, DC, relação H/DC, clorofila a e b, área foliar, MSPA, MSR e MST obtidos ao final dos experimentos foram submetidos à análise de variância (Anova), adotando-se o nível de 5% de significância. Quando constatadas diferenças significativas entre as doses, foram ajustados modelos de regressão polinomial para avaliar a resposta das variáveis em função das doses de fertilizante de liberação controlada (FLC). A partir das equações de regressão ajustadas, determinou-se a dose de máxima eficiência técnica (DMET) para cada variável analisada. Os resultados demonstraram que a aplicação de fertilizantes de liberação controlada (FLC) nas formulações 16-08-12, 18-05-09 e 17-43-00 influenciou positivamente o crescimento das mudas de Khaya anthotheca, promovendo incremento progressivo ao longo do período de avaliação. As curvas de crescimento da variável altura demonstraram que as formulações 16-08-12 e 18-05-09 atingiram a altura ideal estabelecida na metodologia aos 120 dias após a semeadura em todos os tratamentos, exceto no tratamento testemunha, sem aplicação de fertilizante de liberação controlada. Para a formulação 17-43-00, a altura ideal foi atingida aos 150 dias. Em relação ao diâmetro do coleto, as curvas de crescimento indicaram que, nas três formulações testadas, as mudas atingiram o diâmetro ideal aos 120 dias em todos os tratamentos, exceto no tratamento testemunha. Para as variáveis altura, diâmetro de coleto, área foliar, teor de clorofila a massa seca total e sistema radicular, as doses de máximas de eficiência técnica variaram entre 8 e 10 g L¹ nas três formulações avaliadas. As três formulações de FLC demonstraram eficiência na otimização do crescimento e da qualidade de mudas de Khaya anthotheca em viveiro. Em termos práticos, tendo como base os resultados de altura, diâmetro do coleto e o índice de robustez (H/DC), a dose de 8 g L¹ possibilita máxima eficiência técnica.

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