MADEIRA MODIFICADA TERMICAMENTE DE Eucalyptus grandis EM SISTEMAS FECHADO E ABERTO: RELAÇÃO ENTRE A COMPOSIÇÃO QUÍMICA E A RESISTÊNCIA A FUNGOS APODRECEDORES

Nome: ANNA CLARA OLIVEIRA RUPF

Data de publicação: 30/07/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
DJEISON CESAR BATISTA Presidente
MÁRCIO PEREIRA DA ROCHA Examinador Externo
MAXIMILIAN WENTZEL Examinador Externo

Resumo: A modificação térmica é uma alternativa sustentável para melhorar as propriedades da madeira juvenil, como a estabilidade dimensional e a resistência biológica. O objetivo geral deste trabalho foi avaliar o efeito da modificação térmica em sistemas fechado e aberto na composição química e na resistência da madeira juvenil de Eucalyptus grandis contra fungos apodrecedores. A madeira foi modificada termicamente em um reator-piloto que pode operar em sistema fechado ou aberto. Foram avaliadas a madeira não modificada (controle); a madeira modificada termicamente (MMT) em sistema fechado a 150, 160 e 170 ºC; e a MMT em sistema aberto a 170, 190 e 210 ºC. Os processos de modificação térmica foram avaliados com base na umidade inicial, umidade final, duração e perda de massa corrigida (PMC). A composição química da madeira foi determinada por análises químicas em via úmida (alfa-celulose, hemiceluloses, lignina total e extrativos – totais, em acetona e diclorometano), índice de cristalinidade por análise de difração de raios X e análise de espectrometria FTIR. Foram realizados ensaios com os fungos apodrecedores Trametes versicolor (podridão branca) e Coniophora puteana (podridão parda). Foi realizado um ensaio de higroscopicidade em condição climatizada a 20 °C e 65% de umidade relativa, para a determinação da umidade de equilíbrio e da eficiência à exclusão de umidade. A modificação térmica em sistema fechado resultou em maior PMC, mesmo em temperaturas mais baixas, devido à ação da umidade relativa e pressão elevadas. Houve alterações significativas nos constituintes químicos da madeira, exceto no tratamento a 170°C em sistema aberto. Para PMC semelhantes, o sistema fechado teve maiores teores de alfa-celulose, extrativos totais e em acetona, enquanto o sistema aberto teve maiores teores de hemiceluloses e extrativos em diclorometano. Todos os tratamentos reduziram a higroscopicidade, com melhores resultados no sistema aberto a partir de 190°C. A durabilidade contra ambos os fungos aumentou com a temperatura, sendo o melhor desempenho obtido no sistema aberto a 210°C, com classe de durabilidade 1 (“muito durável”).

Acesso ao documento

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910