CLASSIFICAÇÃO E ANÁLISE NÃO DESTRUTIVA EM VIGAS DE MADEIRA LAMELADA COLADA (MLC) DE Eucalyptus sp. REFORÇADAS COM FIBRAS NATURAIS E SINTÉTICA
Nome: ROGÉRIO VICENTINI
Data de publicação: 27/06/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| FABRICIO GOMES GONCALVES | Examinador Interno |
| IZABELLA LUZIA SILVA CHAVES | Examinador Externo |
| PEDRO GUTEMBERG DE ALCANTARA SEGUNDINHO | Presidente |
| PEDRO NICÓ DE MEDEIROS NETO | Examinador Externo |
| THAYANNE CAROLINE CASTOR NETO | Examinador Externo |
Resumo: O presente estudo foi estruturado em dois capítulos integrados. No primeiro capítulo, abordou a classificação e análise não destrutiva de lamelas destinada à fabricação de vigas de madeira lamelada colada (MLC), para demonstrar a viabilidade tanto da classificação visual quanto mecânica de lamelas de clone de Eucalyptus sp. (17 a 20 anos). As lamelas foram preparadas e avaliadas conforme a Norma Brasileira, para garantir a uniformidade e controle das propriedades físicas e mecânicas. Além disso, estabeleceu-se a correlação entre os módulos de elasticidade (MOE) obtidos pelo método experimental e por ensaio de vibração longitudinal e transversal para obter os MOEs, a fim de comparar com precisão e rapidez neste tipo de teste, tendo obtido resultados satisfatórios referentes a ensaios mecânicos tradicionais. No segundo capítulo, após a seleção criteriosa das lamelas por MOE e inspeção visual, procedeu-se à colagem das vigas de MLC com adesivo resorcinol-formaldeído, tendo resultado em elementos estruturais, unidos por lamelas, com maior resistência e rigidez. O delineamento experimental consistiu na produção de 28 vigas, sendo sete utilizadas como controle (sem reforço) e 21 vigas reforçadas. Nestas últimas os reforços foram com fibras naturais (sisal e juta) e sintéticas (fibra de vidro), que foram coladas nas regiões críticas de tração, nas vigas. Para o reforço, empregam-se fibras naturais e sintéticas coladas com resina epóxi AR 320 com endurecedor AH 320, eficaz na colagem destes materiais. As vigas reforçadas foram submetidas a ensaios de flexão em quatro pontos com o objetivo de avaliar o MOE, a rigidez, a resistência ao deslocamento vertical e as deformações. Esses ensaios forneceram subsídios para estudos e classificações relacionados aos valores dos MOEs de cada viga testada. A análise estatística dos dados experimentais sustentou a confiabilidade dos resultados obtidos. Os resultados indicaram que a aplicação de fibras de sisal, juta e fibra de vidro como reforço promoveu melhorias significativas na rigidez e no MOE das vigas de MLC, evidenciando a eficácia na classificação e análise não destrutiva em MLC apontando possíveis propostas de aprimoramento para obtenção de propriedades nos materiais de reforço e nos processos produtivos. Complementarmente, a modelagem numérica realizada por meio do método dos elementos finitos validou a rigidez das vigas. Os erros nas flechas, encontrados na modelagem, reforçam e comparam o ensaio mecânico para possíveis ações de melhorias, no processo ou nos procedimentos, a fim de melhorar a produção de vigas reforçadas para aplicações estruturais de alto desempenho, em madeira. Assim, este estudo destaca que uma classificação rigorosa das lamelas de Eucalyptus sp., conforme normas estabelecidas, aliada a uma colagem adequada com resina epóxi em matrizes fibras/resina, contribui significativamente para o aumento da rigidez. Esse processo, que envolve reforços, colagem e prensagem, permite ampliar de forma sustentável as aplicações das MLCs em sistema estruturais avançados, reforçados com fibras, tendo evidenciado o ganho de rigidez das vigas estruturais.
