ESTOQUE DE CARBONO NO SOLO, NA SERAPILHEIRA E NA BIOMASSA EM POVOAMENTOS DE Khaya
Nome: GABRIEL SOARES LOPES GOMES
Data de publicação: 25/03/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ANDRESSA RIBEIRO | Examinador Externo |
| BONIFACIO MOSTACEDO CALATAYUD | Examinador Externo |
| JONICÉLIA CRISTINA ARAUJO VIEIRA DE SOUZA | Examinador Externo |
| MARCOS VINICIUS WINCKLER CALDEIRA | Presidente |
| MAURO VALDIR SCHUMACHER | Examinador Externo |
Resumo: O mogno-africano (gênero Khaya) tem se destacado como uma espécie promissora tanto para o sequestro de carbono quanto para a produção de biomassa de alto valor comercial, especialmente por suas qualidades como madeira nobre, usada na indústria moveleira, naval e em construção civil. O objetivo do presente estudo foi avaliar a quantidade de carbono e nutrientes no
solo, na serapilheira e na biomassa acima do solo em três espécies de mognoafricano (K. grandifoliola, K. ivorensis e K. senegalensis). O estudo foi realizado em povoamentos de Khaya. de 9,5 anos, localizados na Reserva Natural Vale (RNV), ES, estabelecidos no espaçamento 5 m × 5 m, distribuídos em três parcelas amostrais retangulares de 1.200 m2. Do solo, foram coletadas amostras deformadas para análise química e amostras indeformadas para determinação da densidade do solo (Ds), nas profundidades 0-5, 5-10, 10-20, 20-30 e 30-40 cm, com posterior comparação à área de floresta nativa. A amostragem da
serapilheira acumulada foi realizada aleatoriamente, coletando-se 30 amostras por parcela. A avaliação da biomassa foi realizada pelo método direto, com o abate de 12 árvores por espécie e fracionamento em: madeira do tronco, casca do tronco, galhos e folhas. O estoque de nutrientes de cada fração arbórea foi obtido e as quantidades de nutrientes exportados em diferentes cenários de colheita foram estimados. Os resultados indicaram que não houve diferenças para os estoques de carbono e nitrogênio no solo entre as espécies de mognoafricano, com valores equitativos a área nativa. A biomassa, teores e estoques
de carbono de serapilheira acumulada não foi influenciada pelas espécies. K. ivorensis foi superior em aproximadamente 70 % quanto ao estoque de nitrogênio na serapilheira. O estoque de carbono na biomassa acima do solo para K. grandifoliola, K. ivorensis e K. senegalensis foi de 37.97, 33.66 e 33.86 Mg ha-1, respectivamente. A análise da produção de biomassa e a dinâmica de nutrientes em diferentes cenários de colheita demonstraram que práticas de manejo conservadoras, como a remoção seletiva da biomassa, resultam em menores perdas de nutrientes, contribuindo para a conservação do solo e a sustentabilidade das plantações. A biomassa de tronco e galhos não variaram em função das espécies. As proporções relativas de biomassa evidenciam a seguinte ordem de alocação: galhos > fuste > casca > folhas. De modo geral, K. senegalensis exibiu as maiores percentagens de casca, enquanto a K. ivorensis destacou-se pela maior porcentagem de folhas. Os estoques totais de N, P, K e
S não foram influenciados pelas espécies, porém as quantidades de Ca e Mg foram maiores para a K. grandifoliola, sendo superiores na ordem de 22,1 % de Ca em relação à K. senegalensis e 42,3 % de Mg em relação à K. ivorensis. Tais resultados fornecem uma base sólida para a gestão sustentável dos cultivos de mogno-africano, sugerindo que, além dos benefícios ambientais, essa espécie pode ser uma alternativa econômica viável para o setor florestal brasileiro, com alto potencial para redução das emissões de gases de efeito estufa e diversificação da produção florestal.
