DESEMPENHO COLORIMÉTRICO DA MADEIRA DE ESPÉCIES DE CLIMA TEMPERADO AO INTEMPERISMO EM CLIMA TROPICAL
Nome: KAMILLY DA SILVA PEREIRA
Data de publicação: 28/02/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DJEISON CESAR BATISTA | Presidente |
| FERNANDO NUNES GOUVEIA | Examinador Externo |
| GLAYCIANNE CHRISTINE VIEIRA DOS SANTOS ATAÍDE | Examinador Externo |
Resumo: A aparência da madeira, incluindo sua cor e textura, é uma das características mais importantes para o seu uso em produtos maciços, como móveis, revestimentos e decks. O intemperismo pode causar mudanças significativas na cor de produtos de madeira em uso externo, influenciando no seu desempenho e aceitação no mercado a longo prazo. Este estudo avaliou o desempenho colorimétrico de quatro espécies de madeira de clima temperado (Picea abies, Pinus sylvestris – cerne e alburno, Fagus sylvatica e Robinia pseudoacacia) expostas ao intemperismo natural em condições de clima tropical (Aw) no sudeste do Brasil, por 52 semanas. Foram testados dez corpos de prova por espécie, medindo 25 x 50 x 150 mm (radial x tangencial x longitudinal). A cor da madeira foi medida com um espectrofotômetro portátil, com base no sistema CIE-L*a*b*, em que foram medidas a luminosidade (L*) e as coordenadas colorimétricas vermelho-verde (a*) e amarelo-azul (b*), as quais foram usadas para calcular a saturação (C*), o ângulo de matiz (h°) e a diferença total da cor (E). O monitoramento da cor da madeira foi realizado semanalmente durante os primeiros quatro meses de teste. Posteriormente, as medições foram feitas em intervalos de quatro semanas. Uma mudança de cor perceptível (classificação “média”) de todas as espécies temperadas foi detectada em apenas uma semana de ensaio. A pior classificação (“muito grande”) foi verificada após cinco semanas de ensaio. A cor do cerne de Pinus sylvestris foi a mais estável. Sugere-se a repetição do ensaio com as mesmas amostras após a aplicação de acabamentos superficiais, como o verniz.
