PROPAGAÇÃO DE Paratecoma peroba POR MINIESTAQUIA

Nome: Emanuel França Araujo
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 28/02/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Elzimar de Oliveira Gonçalves Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Deborah Guerra Barroso Examinador Externo
Elzimar de Oliveira Gonçalves Orientador
Rodrigo Sobreira Alexandre Examinador Interno
Talita Miranda Teixeira Xavier Examinador Externo
Valéria Hollunder Klippel Examinador Externo

Resumo: A espécie florestal Paratecoma peroba (Record e Mell) Kuhlm, pertence à família Bignoniaceae, sendo nativa da Floresta Atlântica, apresentando relevante interesse ecológico e econômico. Possui uma restrita área de ocorrência natural no interior de florestas costeiras do leste do Brasil. A beleza e qualidade de sua madeira levou à uma intensa exploração no passado e que culminou no declínio das populações da espécie. Atualmente encontra-se em perigo crítico de extinção. As sementes da espécie P. peroba perdem a viabilidade rapidamente, o que restringe a produção de mudas. Devido à vulnerabilidade da espécie, tornam-se necessários estudos que avaliem formas de conservação e alternativas de propagação. Desse modo, objetivou-se com este estudo analisar a viabilidade da técnica miniestaquia na propagação vegetativa da P. peroba. Os experimentos foram realizados no Departamento de Ciências Florestais e da Madeira do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias pertencente à Universidade Federal do Espírito Santo, município de Jerônimo Monteiro-ES. A tese foi estruturada em quatro capítulos. No capítulo 1, estabeleceu-se um protocolo de propagação vegetativa via miniestaquia para P. peroba. Para isso analisou-se a influência do substrato, do ácido indol-3-butírico (AIB), o tipo de miniestaca e da área foliar no enraizamento de miniestacas. No capítulo 2, objetivou-se analisar o efeito de substratos formulados à base de diferentes proporções de esterco bovino em diferentes volumes de tubetes no enraizamento e crescimento de mudas de P. peroba propagadas por miniestaquia. No capítulo 3, objetivou-se com este estudo analisar o efeito de diferentes doses de fertilizante de liberação controlada (FLC) no enraizamento, crescimento, metabolismo fotossintético e balanço nutricional de mudas de P. peroba propagadas por miniestaquia. No capítulo 4, objetivou-se analisar a influência do ambiente e da adubação mineral do potássio (K) na produtividade, ecofisiologia e nutrição de minicepas e o efeito residual no enraizamento miniestacas. Os resultados indicam que a espécie apresenta aptidão à miniestaquia com até 82,5% de enraizamento. O substrato afeta o enraizamento, não sendo indicada areia e outros materiais densos. O AIB promove redução linear do enraizamento. Recomenda-se o uso de miniestacas com 10 cm e 100% da área foliar. O tubete de 180 cm3, e o substrato comercial à base de Pinus enriquecido com FLC na dose 6 kg m-3 é eficiente na produção de mudas da espécie. Os resultados apontam ainda que temperaturas maiores, menor umidade do ar, DPV maior e CO2 atmosféricos estimulam a produtividade e promovem um melhor equilíbrio nutricional de plantas matrizes. Ambientes com alta umidade não são adequados ao cultivo de plantas matrizes de P. peroba. A adubação mineral com K influencia positivamente a concentração de clorofila e as trocas gasosas. O ambiente e o K não influenciaram a porcentagem de enraizamento das miniestacacs da espécie. Estas descobertas guiarão práticas de conservação da P. peroba e a produção de clones para plantios comerciais.

Palavras-chave: Peroba amarela, enraizamento adventício, conservação de germoplasma, protocolo de propagação; silvicultura clonal.

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