PERFIL DOS ACIDENTES DE TRABALHO NO SETOR FLORESTAL NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, BRASIL

Nome: Vinícius Pereira dos Santos
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 17/02/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luciano José Minette Orientador
Nilton Cesar Fiedler Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Denise Ransolin Soranso Examinador Externo
José Dionísio de Paula Júnior Examinador Externo
Luciano José Minette Orientador
Patrícia Bhering Fialho Examinador Externo
Wanderson Lyrio Bermudes Coorientador

Resumo: O objetivo do presente trabalho foi de conhecer o perfil das ocorrências de acidentes de trabalho do setor florestal ocorridos no estado do Espírito Santo, Brasil, propondo uma metodologia de análise de acidentes de trabalho em florestas plantadas, florestas nativas e atividades de apoio à produção florestal. Informações referentes às atividades florestais no Espírito Santo, dos anos 2000 a 2017, serviram de base para aplicação de um modelo matemático de previsão de acidentes e a criação de uma nova metodologia de análise das ocorrências de acidentes de trabalho do setor florestal. Foram analisados 18 anos de registros no qual foram contabilizados 1.613 acidentes de trabalho do setor florestal para as atividades econômicas de Produção Florestal – Floresta Plantada, Floresta Nativa e Apoio a Produção Florestal. Os acidentes de trabalho do setor florestal foram evidentes em todas as Microrregiões do estado do Espírito Santo, porém concentrou-se na Microrregião Nordeste (65,4%) e Rio Doce (28,8%). Dentre os agentes causadores de acidente a madeira (15,56%), a área ou ambiente de trabalho (12,40%) e o chão (9,73%) foram os mais registrados. O joelho (19,16%), o dedo (14,81%) e o pé (7,32%) foram as partes do corpo mais atingidas. Das lesões sofridas pelos trabalhadores as mais recorrentes foram as fraturas (29,82%), seguidas dos esmagamentos (17,92%) e as distensões (11,34%). O ambiente campo (79,67%) foi o local de maior registro dos acidentes. Os impactos de pessoa contra objeto em movimento (11,22%), impacto sofrido por pessoa de objeto que cai (9,49%) e aprisionamento em, sobre ou entre objetos (9,36%) foram as principais situações geradoras dos registros. A classe “S” da CID-10 foi responsável por 73,8% das ocorrências, destacando-se a CID S83.6 “Entorse e distensão de outras partes e das não especificadas do joelho” com 6,01%. Os acidentes considerados “Típicos” (95,15%) foram os mais registrados ao longo da série histórica, seguido dos acidentes de trajeto (3,60%) e doenças (1,25%). A atividade econômica de Apoio a produção florestal (CNAE 0230) foi a atividade florestal de maior ocorrência de acidentes com 1.266 registros (78,48%), acompanhado da atividade de Produção florestal – florestas plantadas (CNAE 0210) com 344 registros (21,32%) e em último lugar Produção florestal – floresta nativa (CNAE 0220) com 3 registros (0,2%). A faixa etária de maior registro foi a Fx1 – trabalhadores maiores de 18 e menores de 50 anos (76,68%) seguido da Fx2 (17,29%) trabalhadores maiores de 50 anos e menores de 59 anos. Os registros de Comunicação de Acidentes de Trabalho iniciais (88,84%) foram 8 vezes superiores aos registros de comunicados de reabertura (11,16%). Sobre as indicações de afastamento médico, a “não indicação de afastamento” (56,47%) foi superior as “indicações de afastamento médico” (43,57%), porém observa-se que as indicações de afastamento foram superiores ao longo dos 5 últimos anos. O gênero masculino (93,86%) foi o que mais sofreu acidentes. Dentre os acidentados 49,59% dos acidentados são solteiros, seguidos dos trabalhadores casados com 46,06%. Para o modelo de previsão Holt-Winters nos sete anos futuros, houve tendência de redução de acidentes do trabalho do setor florestal para o Espírito Santo (17,5%).

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