ÁRVORES FRUTÍFERAS FUNCIONAIS DA FLORESTA ATLÂNTICA: DIVERSIDADE FENOTÍPICA E MOLECULAR, COMPOSIÇÃO HORMONAL, NUTRICIONAL E ANTIOXIDANTE EM Lecythis pisonis E Lecythis lanceolata

Nome: Caroline Palacio de Araujo
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 21/02/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Rodrigo Sobreira Alexandre Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Adésio Ferreira Examinador Externo
José Carlos Lopes Coorientador
Rodrigo Sobreira Alexandre Orientador
Tércio da Silva de Souza Examinador Externo

Resumo: As espécies Lecythis pisonis Cambess. e Lecythis lanceolata Poir. (Lecythidaceae), são castanheiras nativas da Floresta Atlântica, cujas sementes são fontes de alimento para a fauna e seres humanos. O objetivo deste estudo foi estudar as características biométricas, hormonais e químicas de sementes, seus efeitos sobre a emergência e vigor de plântulas, bem como a fenotipagem de mudas e a diversidade molecular entre matrizes de L. pisonis e L. lanceolata. No primeiro trabalho, analisou-se para cada matriz a biometria e os níveis hormonais das sementes, emergência e vigor de plântulas, fenotipagem de mudas, análise molecular e divergência genética. As análises estatísticas constaram de um teste de Tukey (p>0,05), distância generalizada de Mahalanobis (D2) para as características de hormônios, sementes e muda, diversidade molecular por meio de primers ISSR, correlação e diversidade genética pelo método UPGMA (Unweighted Pair-Group Method using Arithmetic). A espécie L. pisonis as matrizes Lp1 e Lp2 alcançaram as maiores porcentagens de emergência e produção anual de frutos (200 e 300 frutos) e a Lp2 alcançou a maior massa de endosperma. Árvores de L. lanceolata possuem um porte menos elevado, facilitando a colheita de frutos, uma menor relação AIA/ZT no endosperma de sementes e alta capacidade na emissão de brotos em mudas. A matriz Ll6 alcançou uma alta produção de frutos (126 frutos) e a Ll3 a maior massa do endosperma. O MeJA foi correlacionado negativamente com o crescimento de mudas e acúmulo de massa seca e também houve uma ação antagônica entre a ZTe e ABAt para L. lanceolata. O tegumento das sementes de ambas as espécies acumula altas concentrações de ABA. Existe uma alta variabilidade genética entre as espécies estudadas, e uma baixa variabilidade genética dentro da espécie. No segundo trabalho, analisaram-se os níveis nutricionais em castanhas, folha e solo (20 e 40 cm) e fenólicos totais, taninos condensados, antocianinas, flavonóis e potencial antioxidante 2,2-difenil-1-picril-hidrazil (DPPH) no tegumento e endosperma das castanhas, constando de três triplicatas. A estatística constou de uma análise descritiva (Box Plot), teste de agrupamento de média Scott-Knott, correlação pelo método UPGMA e análise de componentes principais para os elementos nutricionais da castanha, solo e folha. As castanhas (endosperma) das espécies L. pisonis e L. lanceolata são ricas fontes de macronutrientes e micronutrientes, sendo o poder antioxidante das sementes mais elevado no tegumento, quando comparado ao endosperma. As matrizes Lp1, Lp2, Lp3, Lp4 e Lp6 de L. pisonis e Ll1, Ll2, Ll4, Ll6 de L. lanceolata possuem concentrações adequadas de selênio que permitem o consumo de uma castanha dia-1. Para L. pisonis, o poder antioxidante (DPPHe) do endosperma (parte comestível) está relacionado principalmente com os conteúdos de FTe. Para L. lanceolata, o poder antioxidante do tegumento (DPPHt) aumenta em função da presença de TCt.
Palavras-chave: sapucaia, sapucaia-mirim, hormônios vegetais, germinação, diversidade genética, fenotipagem de mudas.

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