PROPAGAÇÃO VEGETATIVA DE Lecythis spp. POR ESTAQUIA E MINIESTAQUIA

Nome: Bruna Tomaz Sant Ana
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 15/02/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Elzimar de Oliveira Gonçalves Orientador
Rodrigo Sobreira Alexandre Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Deborah Guerra Barroso Examinador Externo
Elzimar de Oliveira Gonçalves Orientador
Rafael Marian Callegaro Examinador Externo

Resumo: Lecythis pisonis e Lecythis lanceolata são espécies nativas brasileiras, que apresentam baixa frequencia nas matas, em virtude do desmatamento para uso de suas madeiras, e por servir como fonte de alimento para animais, além da rápida perda de viabilidade de suas sementes, o que dificulta a propagação sexuada. Logo, a propagação vegetativa é uma opção para produzir mudas dessas espécies, pela possibilidade de uso de partes da planta como material para a produção das mudas. Dessa forma, objetivou-se com este trabalho analisar a técnica de estaquia, miniestaquia e de revigoramento para promoção de enraizamento, com aplicação de diferentes concentrações de ácido indol-3-butírico (AIB). A pesquisa foi dividida em quatro experimentos. Experimento I: foram utilizadas mudas de origem seminal de Lecythis pisonis com idade de dois anos e confeccionadas três tipos de estacas (apical, intermediária e ramificações), com tamanho aproximado de 8 cm e com um par de folhas reduzidas à metade, arranjadas em um esquema fatorial 3 x 4 (três tipos de estacas e quatro concentrações de AIB), com quatro repetições e 10 estacas por parcela. Experimento II: o material propagativo foi retirado de árvores matrizes com idade de seis anos. Experimento III: mudas de dois anos de idade, passaram pelo processo de revigoramento por poda do ápice, sendo que após 32 dias, as brotações foram coletadas e estaqueadas. O delineamento experimental adotado para os experimentos II e III foi inteiramente casualizado com quatro tratamentos, constituídos de quatro repetições com 10 estacas cada. Para os Experimentos I, II e III, as bases das estacas foram imersas nas concentrações de 0, 1500, 3000 e 6000 mg L-1 de AIB por 10 segundos e estaqueadas em tubetes de 55 cm3 preenchidos com vermiculita expandida. Experimento IV: formação de minijardim clonal, a partir de mudas propagadas por sementes de Lecythis lanceolata. As miniestacas tiveram suas bases imersas em soluções de AIB (0, 2000, 4000 e 8000 mg L-1) por dez segundos, e foram estaqueadas em tubetes de 55 cm3 com vermiculita expandida. Utilizou-se esquema fatorial 2 x 4 (duas épocas de coleta e quatro concentrações de AIB), com quatro repetições e 10 miniestacas por parcela. Aos 75 dias, as estacas e miniestacas foram avaliadas quanto a sobrevivência, presença de calos e enraizamento. Os resultados mostraram que o as concentrações de AIB não implicaram em enraizamento no processo de estaquia das mudas de dois anos e das árvores de Lecythis pisonis. em estado de transição. A aplicação de 2000 mg L-1 de AIB para a espécie Lechthis pisonis promoveu enraizamento adventício de estacas através da técnica de revigoramento. O uso de AIB não foi eficiente para promover o enraizamento de miniestacas de Lecythis lanceolata provenientes de minicepas seminais.

Palavras-chave: Lecythis pisonis, Lecythis lanceolata, ácido indolbutírico, enraizamento.

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