BIOMASSA, CARBONO E NUTRIENTES EM POVOAMENTO DE Schizolobium parahyba var. amazonicum EM DIFERENTES ESPAÇAMENTOS

Nome: FRANCIELLE SANTANA DE OLIVEIRA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 21/02/2022
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
MARCOS VINICIUS WINCKLER CALDEIRA Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
FRANCINE NEVES CALIL Examinador Externo
MARCOS VINICIUS WINCKLER CALDEIRA Orientador
PATRÍCIA ANJOS BITTENOURT BARRETO-GARCIA Examinador Externo
SORAYA ALVARENGA BOTELHO Examinador Externo

Resumo: Espécies florestais de rápido crescimento, têm papel fundamental para as indústrias florestais brasileiras, em vista da crescente demanda de matéria prima para esse setor. Nesse contexto, o presente estudo objetiva verificar a influência do espaçamento de plantio na produção de biomassa acima do solo, estoque de carbono e nutrientes em povoamentos de Schizolobium parahyba var. amazonicum (Huber ex Ducke) Barneby e quantificar carbono orgânico e nitrogênio no solo. A pesquisa foi desenvolvida na área experimental do Ifes, no distrito de Rive, Alegre, ES, numa área anteriormente ocupada com pastagem e atividade pecuária. O povoamento foi implantado em junho de 2011 com três diferentes espaçamentos de plantio, sendo: 3 m x 3 m, 4 m x 4 m e 5 m x 5 m. Foram coletadas amostras deformadas de solo nas profundidades 0-20; 20-40; 40-60; 60-80 e 80-100 cm, aos 8,2 anos de idade do povoamento, para avaliação da fertilidade, carbono orgânico e nitrogênio total do solo. Para a obtenção das variáveis dentrometricas do foi realizado o inventário florestal aos 8,3 anos de idade do povoamento. Foi obtido a biomassa e o teor de carbono por meio do método direto nos compartimentos fuste, casca, galhos finos, galhos grossos e folhas, nos quais foi quantificado o teor e estimado o estoque dos nutrientes (N, P, K, Ca, Mg), calculado a eficiência do uso de nutrientes (EUN) e número de cortes (NC) para avaliar os cenários de colheita da biomassa. O valor máximo de CTC (t) para o espaçamento mais adensado foi 1,9 e 2,3 vezes maior do que o espaçamento intermediário e o menos adensado. Os menores valores médios para a densidade do solo (Ds) ocorreram nos horizontes superficiais, com média geral de 1,33 g cm-³. O estoque de C no espaçamento 3 m x 3 m e 4 m x 4 m na ordem de 34,63 e 36,90 Mg ha-1, para a camada 0-20 cm, correspondendo a um incremento de 13,8 e 21,3 % em comparação ao espaçamento 5 m x 5 m. A produção total de biomassa e C estocado nas árvores foi de 55,9 Mg ha-1 e 24,6 Mg ha-1. A maior densidade de plantio, promoveu maior produção de biomassa e estoque de C (Mg ha-1) e nutrientes nas plantas. O acúmulo de nutrientes é mais acentuado no fuste, com exceção para Ca, que se acumulam em maiores proporções na casca e galhos. A tendência de acúmulo de nutrientes na biomassa foi: fuste > galhos grossos > galhos finos > casca > folhas. Os espaçamentos de plantio não interferiram nos padrões de EUN. Dentre os nutrientes avaliados o Ca apresentou a EUN baixa quando comparados a P e Mg, que apresentaram maior EUN na produção de todos os componentes da biomassa. Para o cenário de colheita, o N, P e K são os principais nutrientes que poderão limitar a produtividade do povoamento para condução de novos ciclos. Logo, para favorecer a sustentabilidade nutricional, recomenda-se realizar a colheita apenas da madeira do tronco.

Palavras-chave: Fertilidade do solo; Paricá; Espécie florestal nativa; Reflorestamento; Eficiência de uso de nutrientes.

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