Propagação assexuada de espécies arbóreas nativas da Floresta Atlântica

Resumo: É crescente a necessidade de plantios de espécies nativas tanto em áreas de empresas quanto em propriedades
particulares, para os mais diversos fins. No entanto, o fornecimento de mudas, em quantidade e variedade é escasso.
A propagação de espécies florestais nativas é realizada basicamente via sexuada, devido em grande parte, ao maior
domínio desta técnica. Porém, a propagação via seminal tem limitado a produção comercial de mudas, visto que as
sementes de algumas espécies são recalcitrantes, além de outros fatores, peculiares a determinadas espécies, como a
pequena produção de sementes, dificuldade na definição da época ideal de colheita, o que tem dificultado o suprimento
adequado de sementes para a produção de mudas.
Sendo assim, as técnicas de propagação assexuada, como a estaquia, constituem numa alternativa de superação das
dificuldades na propagação sexuada de espécies nativas, podendo ser utilizadas para fins comerciais, assim como
auxiliar no resgate e conservação de recursos genéticos florestais.
Dentre as espécies nativas, muitas são as opções de estudo. Dentre estas, citam-se a Dalbergia nigra (jacarandá da
Bahia), Melanoxylon brauna (braúna) e Paratecoma peroba (peroba rosa). Todas estas espécies apresentam algum
grau de ameaça de extinção, o que por isso só, já justificariam estudos com elas. Todavia, também têm potencial para
uso madeireiro, podendo ser cultivadas em plantios puros ou em Sistemas silvipastoris, além de restauração de áreas.
Este projeto tem como objetivo estudar a viabilidade de propagação assexuada de espécies florestais nativas, de
relevante importância para produção de produtos madeireiros e,ou não madeireiros, bem como para a revegetação e
regeneração de ecossistemas degradados, levando-se em conta a técnica de propagação assexuada a ser utilizada, a
idade da planta matriz, as épocas de coleta, e a aplicação de reguladores vegetais.
Como resultado final espera-se conseguir definir protocolos de propagação assexuada para diversas espécies nativas,
dando-se preferências às espécies que apresentem potencial para uso madeireiro e não madeireiro, e, ou que estejam
em algum grau de ameaçadas. Tais estudos são de extrema importância, haja vista que estas espécies são geralmente
preteridas para estudos, visto que os mesmos são realizados em grande parte com as espécies exóticas comerciais,
que tem seus estudos financiados por empresas privadas de grande porte.

Data de início: 2017-01-01
Prazo (meses): 36

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Aluno Doutorado Emanuel França Araujo
Aluno Doutorado Bruna Tomaz Sant Ana
Aluno Mestrado Elbya Leão Gibson
Aluno Mestrado Aline Ramalho dos Santos
Aluno Mestrado Tamyris de Mello

Páginas

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910