Influência do local de plantio na composição química e na durabilidade da madeira de mogno-africano (Khaya grandifoliola C. DC.)

Resumo: A durabilidade natural da madeira é uma característica dependente principalmente da composição química dos extrativos (tipos de substâncias, quantidades e distribuição) depositados no cerne. Essa característica orienta o uso da madeira em diferentes aplicações, como em ambientes internos, protegidos da umidade, ou em ambientes externos, em contato com o solo. A durabilidade natural é comumente avaliada por meio de ensaios laboratoriais com organismos xilófagos, principalmente fungos e cupins. Espécies de mogno-africano (Khaya spp.) têm sido plantadas no Brasil como opção de oferta ao mercado de madeira de folhosas tropicais de qualidade. Atualmente, as florestas de mogno-africano no Brasil estão passando pelos primeiros ciclos de desbaste, fornecendo primordialmente madeira jovem que necessita ser estudada para se verificar o uso mais adequado. Um fator relevante que impacta a qualidade da madeira é o local de plantio, influenciado por uma combinação complexa de fatores — solo, topografia e clima —, alinhados ao impacto das mudanças climáticas na produção vegetal. Será abordado o seguinte problema de pesquisa: qual o efeito do local de plantio na durabilidade natural da madeira de Khaya grandifoliola C. DC.? Tem-se como hipótese que o efeito do local de plantio será significativo, porém não se pode responder previamente qual local produzirá a madeira mais durável. Assim, espera-se que o efeito do local resulte em madeiras com composições químicas distintas, sobretudo quanto aos extrativos. Será avaliada a madeira jovem de mogno-africano de desbaste (12 anos), plantada em quatro sítios com condições climáticas contrastantes: São João do Itaperiú – SC (temperado sem estação seca), São Roque de Minas – MG (subtropical úmido), Nova Porteirinha – MG (semiárido quente) e Goiânia – GO (savana). Os ensaios serão divididos em: análises anatômicas e colorimétricas, análises químicas, ensaios de biodeterioração e determinação de propriedades físicas e mecânicas. A cor será medida no espaço de cor CIEL*a*b*, e as análises anatômicas envolverão macroscopia e microscopia, com verificação de características qualitativas e quantitativas dos elementos celulares. As análises químicas compreenderão análises tradicionais em via úmida; carboidratos individuais; identificação de grupos funcionais por espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FT-IR); e identificação e quantificação de constituintes químicos por técnicas cromatográficas de alto desempenho (HPLC, por exemplo). Serão realizados ensaios de biodeterioração com cupim de madeira seca (Cryptotermes brevis), cupim arborícola (Nasutitermes corniger), cupim subterrâneo (Reticulitermes sp.) e fungos de podridão branca (Trametes versicolor) e parda (Coniophora puteana). Serão determinadas a densidade aparente (12%), a umidade de equilíbrio (12%), a contração total (radial, tangencial e volumétrica) e a resistência à compressão (paralela e perpendicular às fibras). Após a conclusão do projeto, será possível identificar o sítio que produziu a madeira mais durável, verificando-se a relação entre a composição química da madeira e a resistência à biodeterioração causada por diferentes organismos xilófagos.

Data de início: 11/05/2026
Prazo (meses): 36

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Aluno Doutorado ANNA CLARA OLIVEIRA RUPF
Aluno Doutorado KAMILLY DA SILVA PEREIRA
Coordenador DJEISON CESAR BATISTA
Pesquisador GRAZIELA BAPTISTA VIDAURRE
Pesquisador JUAREZ BENIGNO PAES

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